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Publicado em: 04/12/2019

Como musicalizar bebês e crianças bem pequenas

Como musicalizar bebês e crianças bem pequenas de acordo com a BNCC   O assunto hoje é: Musicalização de bebês e crianças bem pequenas !!! A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), classifica a faixa etária de bebês, de 0 a 1 ano e 6 meses. Crianças bem pequenas são classificadas  de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. Ambas faixas etárias, demonstram muito interesse por música. O objetivo principal das aulas de musicalização, não é ensinar a criança a tocar um instrumento musical (tocar, conhecer e explorar instrumentos são partes da aula, mas não a mais importante). O objetivo principal é ajudar a criança  em seu desenvolvimento integral (em seus aspectos motores, cognitivos e emocionais) e fazer com que a criança  amplie seu repertório musical. É a música utilizada como linguagem, como ferramenta para o crescimento. As propostas musicais envolvem o movimento, atividades de escuta/percepção, instrumentos musicais, socialização,  e relaxamento. EM BREVE, TEREMOS CURSO ONLINE ”Musicalização de bebês e crianças até 4 anos” com um valor especial! Os participantes receberão apostila, áudios em MP3, certificado, curso ao vivo. Para mais informações, entre no grupo do  whatsapp  - CLIQUE AQUI (Saiba a data do evento, horário, formas de pagamento, etc) Temos que ter em mente como educadores, que são crianças  muito capazes, que tem direitos de conviver, brincar, explorar, participar, conhecer-se e expressar-se. A música pode ajudar o professor a garantir os direitos de aprendizagem, alimentando os campos de experiências e ao mesmo tempo trabalha as competências de uma forma  muito eficiente. As aulas de música com bebês e crianças até 4 anos, geralmente possuem a duração de 30-45 minutos. Parece ser um longo tempo de aula, porém, quando o professor utiliza recursos, repertório, sequência de aula de acordo com os interesses e necessidades da criança, tudo fica muito produtivo, encantador e os benefícios são enormes.  Qual repertório é utilizado nas aulas? Para captar a atenção dos bebês e crianças bem pequenas, o ponto de partida é apresentar propostas com temas do universo deles. Nas aulas, as crianças aprendem uma variedade de canções envolvendo a natureza, brinquedos, animais, estações do ano, etc. Também trabalhamos com músicas eruditas, folclóricas, de outras culturas, utilizando técnicas/metodologias ativas  para que a criança se sinta motivada a querer participar, afinal, o contexto é tão importante quanto o conteúdo. Não podemos esquecer da visão que a BNCC tem sobre o bebê e as crianças:   A BNCC reforça a visão da criança como protagonista em todos os contextos que ela faz parte: ela não apenas interage, mas cria e modifica a cultura e a sociedade. Parte-se do pressuposto de que a criança aprende por meio das experiências vividas no contexto escolar. O papel do professor é ser o mediador, que planeja com cuidado os espaços, materiais, propostas que vão captar a atenção do seu aluno para que ele alimente sua mente, e construa sua aprendizagem. Como já vimos, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) garante às crianças, 6 direitos: Conviver, brincar, participar, explorar, conhecer-se e expressar-se.   Nas aula de música, os bebês  e as crianças bem pequenas  possuem o direito de participar ativamente, seja cantando, tocando, dançando, utilizando brinquedos projetivos, etc. Elas também tem a oportunidade de explorar livremente os materiais sensoriais apresentados, sem intervenção do professor. O brincar livre sempre é um dos momentos mais esperados. Elas também se expressam através dos gestos e do movimento, socializam nas diversas propostas interativas que acontecem no decorrer da  aula.   “É essencial que a criança descubra por ela mesma. Se lhe ajudamos a solucionar todas as suas tarefas, lhe tiramos o mais importante para o seu desenvolvimento mental. A criança que consegue algo por meio de experimentos autônomos adquire conhecimentos completamente distintos dos de uma criança a qual é oferecida previamente a solução” - Emmi Pikler. Segundo Henri Wallon, psigogenista francês, o desenvolvimento da criança ocorre pela maturidade biológica e pela influência do ambiente em que vive. Os estágios do desenvolvimento, segundo Wallon, são: - Impulso emocional (0 a 1 ano) - Sensório motor e Projetivo (1 a 3 anos) - Personalismo (3 a 6 anos) - Categorial (6 a 11 anos) - Puberdade e adolescência (11 anos)   Geralmente, as aulas de musicalização são oferecidas para crianças a partir de 6 meses de idade. As aulas do primeiro estágio possuem muitas propostas de interação entre mãe e filho ou em caso de escola regular, educador e bebê . São músicas  que sugerem abraçar, balançar, embalar e proporcionam muito afeto entre o familiar e a criança, que também já demonstra interesse em explorar objetos com as mãos e com a boca. Por isso o professor deve estar muito atento na escolha dos materiais oferecidos, instrumentos musicais para que sejam seguros e interessantes para os bebês. Assim que começam a andar (estágio sensório-motor), as crianças demonstram interesse por canções que sugerem movimentos, brincadeira de roda, de colo, de mãos, histórias de mãos, canções gestuais . Os momentos de exploração livres também atraem as crianças deste estágio, por isso, o professor pode oferecer maior variedade de instrumentos e objetos sonoros. Existe uma graduação de estímulos, de objetivos de aprendizagem conforme a faixa etária.    A partir dos 2-3 anos, as aulas de musicalização ampliam o repertório de propostas envolvendo histórias interativas , jogos cantados, atividades de percepção, esquema corporal,  práticas instrumentais com divisão de naipes, etc. Conhecer os interesses e necessidades das crianças em cada estágio, oferece ao professor maior clareza para planejar e executar as aulas com maior assertividade e flexibilidade, lembrando que  imprevistos as vezes acontecem.    Na escola regular, a música traz alegria para diversos momentos da rotina  e alimenta os campos de experiência com muita ludicidade. O professor que possui  um repertório de canções vasto, certamente percebe o quanto a música é uma ferramenta poderosa para a integração, motivação das crianças na sala de aula. Os familiares que participam da aula, aprendem propostas para enriquecerem a vida da criança em diversos momentos de sua rotina. Na aula muitas vezes a criança é bem quietinha e observadora, porém em casa, reproduz as brincadeiras e canta trechos das músicas aprendidas. Cada aula geralmente possui uma temática , com canções, brincadeiras, histórias, para tornar o contexto mais forte. A criança aprende brincando. Cada atividade tem um propósito para estar ali. Não são brincadeiras soltas para apenas entreter a criança. Conhecer sobre desenvolvimento infantil, é fundamental para planejar a aula com fundamento. A partir da BNCC, os conteúdos precisam estar inseridos em campos de experiências, que não são caixinhas fechadas. Os 5 campos conversam entre si e o objetivo é trazer um contexto forte para que a criança realmente vivencie o conteúdo de forma significativa.   1. Eu, o Outro e Nós   Um dos objetivos da aula de música é desenvolver a socialização. As crianças participam de canções que utilizam os nomes de cada participante da aula, socializam objetos, participam de brincadeiras de roda, canções em dupla dando as mãozinhas para o coleguinha, etc. Também descobrem que seu corpo produz sons e que estes timbres corporais são instrumentos que podemos utilizar apara acompanhar canções, seja batendo palmas, os pés, batendo na perna, etc. São canções simples, curtas fáceis de memorizar, que desenvolvem a oralidade e ampliam o repertório de palavra dos pequenos. É importante o professor entender que existem objetivos de aprendizagem por trás de cada proposta escolhida.    Vejam alguns exemplos de objetivos de aprendizagens das propostas acima: - Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos outros (EI01EO01) - Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente (EI01TS01)   Proposta prática - CLIQUE AQUI   2. Sons, traços, cores e formas Instrumentos musicais Instrumentos musicais são muito utilizados  e são uma das partes da aula de música. São fundamentais para ajudar a criança no desenvolvimento da percepção e da psicomotricidade. Seja tocando, explorando livremente ou participando de uma brincadeira musical, os instrumentos musicais propiciam o refinamento da praxia fina, a coordenação viso-motora, que são fundamentais para o desenvolvimento integral.   Percepção Através dos sentidos, a criança conhece o mundo e amplia sua inteligência. Através de histórias e brincadeiras musicais, pesquisas sonoras e momentos de exploração, a criança descobre e reconhece fontes sonoras , que a auxiliam a identificar e conhecer o mundo que a cerca. Brincando e interagindo com sons diversos, a criança vivencia os elementos musicais de forma natural e se apropria da linguagem musical, se divertindo e ampliando seu repertório e sua leitura do mundo. “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes” - Rubem Alves Proposta prática - CLIQUE AQUI    Vejam alguns exemplos de objetivos de aprendizagens das propostas acima:   - Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias (EI01TS03). - Oportunizar a diversão às crianças através de objetos sonoros (EI02TS02) - Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos (EI02EF02) Exploração Os momentos de exploração livre são muito valorizados pelas crianças bem pequenas, onde elas exploram objetos, instrumentos musicais, matérias sensoriais, sem interrupção do adulto, que observa seus alunos com uma escuta atenta: “Quando uma criança atua por iniciativa e interesse próprio, adquire capacidades e conhecimentos muito mais sólidos que se tratamos de lhe ensinar. É essencial que a criança descubra por ela mesma. Se lhe ajudamos a solucionar todas as suas tarefas, lhe tiramos o mais importante para o seu desenvolvimento mental. A criança que consegue algo por meio de experimentos autônomos adquire conhecimentos completamente distintos dos de uma criança a qual é oferecida previamente a solução.”- Emmi Pikler - Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente (EI01TS01); - Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas (EI01ET03).   3. Escuta, fala, pensamento e imaginação   Na aula, temos o momento da história , onde o professor pode  utilizar elementos surpresas como objetos sonoros (por exemplo), contos utilizando as mãos/gestos, histórias interativas utilizando percussão corporal, onde o corpo se torna um brinquedo sonoro rico e lúdico. Não é obrigatório utilizar história nas aulas, porém é uma ferramenta lúdica poderosa para captar a atenção na criança e ajuda-la no desenvolvimento da percepção. Vejam alguns exemplos de objetivos de aprendizagens das propostas acima: - Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar (EI01EF05) Proposta prática - CLIQUE AQUI 4. Corpo, gestos e movimento Movimento Nas aulas de música, a criança tem contato com diversos estilos musicais, instrumentos, timbres e gêneros musicais. Muitas propostas utilizam o corpo, gestos e movimento. Através de brincadeiras de colo, de mãos, de roda, danças, marchas, cirandas,parlendas ou lenga-lengas  a criança apreende o mundo e constrói conceitos facilmente. Já dizia Aristóteles: “Não há nada no intelecto que não tenha passado pelos sentidos” Porém a criança precisa querer participar. É muito importante o professor escolher um repertório lúdico que motive a criança a desejar interagir, repetir, para que assim ela construa o conhecimento que ela precisa desenvolver. - Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras ​(EI02CG01). Proposta prática - CLIQUE AQUI Obs.: Com os bebês, as propostas em rodas são muitas vezes realizadas no colo de um adulto. 5. Espaço, tempo, quantidade, relações e transformações Em cada proposta, o professor deve levar em conta o espaço que tem disponível e como podemos transformá-lo para agregar ainda mais valor para o contexto, para que ele se torne mais impactante. Quanto tempo você terá para a atividade? Na sua aula, você está garantindo os direitos das crianças? Porque você merece a atenção dos seus alunos? O que este conteúdo que você vai ensinar, agregará na vida dele? Que transformação você está promovendo com seus alunos, através da sua aula? Essas são algumas perguntas que temos que ter em mente, neste nosso tempo finito. Para terminar a aula, sempre é interessante fazer um relaxamento com as crianças, para que elas possam desacelerar. Relaxamento “São atividades que promovem uma desaceleração gradativa de movimentos, além de propiciar um momento de aconchego, tranquilidade e paz. As canções selecionadas para essa ocasião, quer pelo compasso e andamento, quer pela linha melódica, que tende a linearidade e repetição, sugerem suavidade, singeleza e ternura”- Elvira Drummond Seja uma história, um relaxamento dirigido, uma música com sons repousantes, o relaxamento é de suma importância na aula de música. Objetivo de aprendizagem: - Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso (EI01EO05). Proposta prática - CLIQUE AQUI Considerações finais A musicalização infantil é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento infantil. Ela conversa com todos os campos de experiências, garante os direitos de aprendizagem e trabalha objetivos pertinentes a cada faixa etária, desenvolvendo as competências de forma efetiva, principalmente quando o professor é afetivo e conhecedor das necessidades e interesses de cada faixa etária. Se você quer aprender mais técnicas de musicalização para suas aulas,  repertório e planejamento para estimular bebês e crianças bem pequenas, quero te convidar para participar do meu EM BREVE, TEREMOS CURSO ONLINE: “Musicalização de Bebês e crianças até 4 anos”   Os participantes receberão apostila, áudios em MP3, certificado, curso ao vivo.  Acesse este link e entre no grupo de interessados mais informações sobre o curso -  WhatsApp  - CLIQUE AQUI (Saiba a data do evento, horário, formas de pagamento, etc)      “É preciso perceber que os bebês e as crianças não são objetos, mas sujeitos. Precisam de respeito, de relações respeitosas”, Sylvia Nabinger.   Agradecimentos À todas as mães de alunos que gentilmente cederam estas fotos para o artigo, que investem na musicalização Infantil e estimulam seus filhos desde pequenos. À todas elas o meu muito obrigado, e digo que, certamente colherão dos frutos deste trabalho! Ana, Malu e Lipe Serafim Von Oheimb Hauenschild (Mãe, filha e filho) Betina e Peter Gewehr (Mãe e filho) Isabel e Olivia Paulino da Costa Tartuci (Mãe e filha) Adriana e Ana Luisa Fraiha Garcia (Mãe e filha)   Giselle e Arthur Moura Yamashiro (Mãe e filho) Priscila e Theo Munhoz Sabará (Mãe e filho) Christiane e Antonella Cervantes (Mãe e filha)   Abraços musicais, Prof. Débora Munhoz Barboni


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Publicado em: 28/09/2019

Como melhorar a comunicação com seu aluno

É frustrante preparar uma aula com todo o empenho e perceber que seus alunos não se engajaram com o conteúdo que você preparou. Para um contexto ser realmente significativo, temos que escolher estratégias, utilizar recursos, linkar as propostas de forma coerente e ter uma boa comunicação com os alunos. Neste artigo, quero compartilhar dicas práticas de como você professor, pode melhorar a comunicação com os alunos.   Na nossa vida, a comunicação acontece o tempo todo. A cada momento, estamos transmitindo mensagens para as pessoas, seja no trabalho, com a família, com os amigos e com nossos alunos. Temos que ter em mente, o contexto é tão importante quanto o conteúdo.   As estratégias, a forma que o professor se comunica com seu aluno, é de fundamental importância para tornar o contexto mais relevante, quando estamos ensinando um conteúdo. Portanto, a boa comunicação, é fundamental para um bom relacionamento com nossos alunos se desejamos que eles aprendam o conteúdo que precisamos ensinar.   Primeiro ponto importante a ser levado em conta, é que todos nós podemos aprimorar nossa comunicação, todos somos capazes, basta esforço, observação e treino.   Isso me faz lembrar de uma história que ouvi, sobre o pianista Arthur Moreira Lima: Uma pessoa chegou até ele após ouvi-lo tocar e disse:  Eu daria a vida para tocar como você E ele respondeu: Mas foi exatamente isso que eu fiz, dediquei minha vida para meus estudos de piano. Ou seja, por trás de um mestre, sempre há muito estudo, treino, observação e dedicação. Tenha sempre em mente, que você professor é um líder que influencia seus alunos, para o bem ou para o mal. É através da sua postura, os caminhos escolhidos para ensinar, que você fará seu aluno se interessar pelo conteúdo ou odiá-lo. Pude vivenciar na prática este conceito aos meus 14 anos. Eu que sempre odiei matemática, nesta idade (primeiro ano do Ensino Médio), passei a olhar a matéria com outros olhos e a me interessar pelo conteúdo que a professora passava, e claro, terminei o ano com excelentes notas. Tenho certeza que boa parte desta mudança, se deu pela postura da professora Claúdia, que era uma professora alegre, disposta a nos ajudar e que tinha uma excelente didática. Ela reforçava com elogios sinceros os comportamentos positivos que eu demonstrava, e eu a observava com muita admiração. Muitos anos se passaram, nunca mais a vi. Porém, quando penso em professores que fizeram diferença na minha vida, ela foi uma delas!   Daí vem a pergunta: Você gostaria de ser lembrado desta forma por seus alunos? Bem, se você está lendo este artigo, é porque provavelmente gosta do meu trabalho, então quero compartilhar com você, dicas práticas que eu acho relevante para que eu e você possamos cada vez melhorar nossa comunicação com nossos alunos:   1. Observe os melhores, para aprender com eles.  Sempre procurei observar atentamente (de modo detalhado), as pessoas que eu admirava. É como diz o famoso ditado: “O sucesso deixa pistas”. Portanto, busque inspirações de pessoas que você percebe que são bons comunicadores, bons professores. Não se esqueça, porém, de ser você mesmo! Isso quer dizer que você precisa conhecer a si mesmo, para descobrir suas habilidades, deficiências para ser alguém melhor.  Não é mudar sua essência, mas buscar inspirações para melhorar aspectos da sua comunicação (gestos, expressões, entonação da voz, etc). 2. Busque conhecimento prático   Nasce um professor, nasce um aprendiz. Se sabemos que a criança precisa repetir para aprender, como professor, precisamos trazer diferentes abordagens para o trabalho de um conteúdo, para que a criança se sinta motivada. Vamos ver alguns exemplos de professoras que aplicaram diversas técnicas no trabalho de uma mesma canção, em diferentes faixas etárias, com a música Dona Centopéia (Debora Munhoz Barboni), CD Vai começar.   Para adquirir o CD  Vai Começar - CLIQUE AQUI   As professoras Josiane e Daila (Centro Educacional Complementar Ewald Bruno Julius Kress), precisavam que seus alunos aprendessem a canção: Dona Centopéia. Ao invés de simplesmente colocar a música para as crianças ouvirem, elas trouxeram a canção “vestida de diversas brincadeiras”, utilizando expressão corporal, lenços, etc. Veja os vídeos abaixo:   Em fila, com lenços -  CLIQUE AQUI para assistir este vídeo                        Em roda -  CLIQUE AQUI para assistir este vídeo                                                 A professora Marilene Gomes, utilizou a mesma canção com bambolês - CLIQUE AQUI para assistir este vídeo A professora Rita de Cassia, utilizou molas - CLIQUE AQUI   Para adquirir o CD Vai Começar - CLIQUE AQUI   Porém, só poderemos ampliar nosso olhar criativo, se estudarmos, portanto, buscar conhecimento prático, irá trazer desenvoltura e técnicas para encantar seus alunos. Além disso, cada proposta tem que ter um objetivo específico. Vamos pensar nos conteúdos trabalhados acima? Noção de fraseado, noção de pulsação, coordenação, canto, desenvolvimento psicomotor, concentração, observação, sociabilização, expressão corporal, expressão teatral.   Uma canção também pode ser utilizada para sensibilizar seus alunos para trabalhar outros conteúdos, por exemplo: qual é o estilo musical da música Centopéia? Baião! É um ritmo brasileiro. Quais os instrumentos utilizados? Quais são os músicos brasileiros mais conhecidos por tocarem este estilo? Quais são os materiais sonoros utilizados na canção? Exemplo: timbre de instrumentos, andamento da canção, dinâmica... Qual o caráter expressivo da canção, ou seja, qual o efeito que a música lhe passa, a partir dos materiais sonoros utilizados?   Qual é a forma da música (estruturação musical com as frases, com partes iguais, partes diferentes, seções, ostinatos, etc).   Quais outros animais do jardim existem? Como é o som deles? Vamos imitá-los corporalmente, com a voz, com movimentos? Obviamente, que para construir seu plano de aula, você precisa conhecer seu aluno, sua faixa etária, seu conhecimento prévio, para trabalhar os objetivos de aprendizagem de forma interessante.   3. Seja claro e objetivo   Na hora de passar uma tarefa na aula de música, na maioria das vezes, falar menos e fazer as crianças vivenciarem mais é sempre mais interessante. É como disse a frase célebre de Rubem Alves:   “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes”.   4. Escute seus alunos   A maioria de nós, cresceu em uma época que o professor era considerado o “dono do saber”. Um bom aluno era aquele que ouvia sem questionar. Hoje, sabemos que a comunicação, é uma via de mão dupla. Eu falo, você escuta, interage e eu recebo a informação com respeito. Na sala de aula, não podemos passar a impressão que apenas nossa opinião importa, mesmo porque nossos alunos nos ensinam o tempo todo.   Lembre-se que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) garante às crianças, 6 direitos: Conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se.   A BNCC reforça a visão da criança como protagonista em todos os contextos que ela faz parte: ela não apenas interage, mas cria e modifica a cultura e a sociedade. Parte-se do pressuposto de que a criança aprende por meio das experiências vividas no contexto escolar. O papel do professor é ser o mediador, que planeja com cuidado os espaços, materiais, propostas que vão captar a atenção do seu aluno para que ele alimente sua mente, e construa sua aprendizagem. 5. Conheça seus alunos   Como já foi dito no item 2, é fundamental conhecer seu aluno. Para construirmos um relacionamento com nossos alunos, precisamos conhecê-los, em relação as necessidades e interesses, para que desta forma você possa realmente ajuda-lo. Por isso, cada fala do seu aluno, lhe dá pistas sobre o que é importante para ele. Portanto, permita que seus alunos conversem com você. Você ficará surpreso de ver quantas coisas seus alunos têm a lhe ensinar. Comunicação é essencial e quanto mais ouvimos, mais nos desenvolvemos, tanto o professor quanto o aluno 6. Utilize histórias para transitar de uma atividade para outra   A aula de música possui muitos momentos focados na apreciação, criação, performance (fazer musical). Quando utilizamos uma pequena história para ligar as atividades, o contexto se torna mais significativo para a criança e é isso que buscamos: que a criança vivencie fortemente a proposta, para que realmente tudo faça sentido para ela. Jesus ensinava através de parábolas (histórias) para que as pessoas entendessem o que ele queria ensinar. Ele conseguia manter a atenção de uma multidão por longas horas, justamente por ele era um excelente contador de histórias. Quando aprimoramos nossas técnicas para contar histórias, estamos ampliando consideravelmente nosso poder de comunicação com nossos alunos. Todos podemos contar uma história de uma forma interessante. Novamente, tudo depende de treino, conhecimento prático, observar bons contadores e escolher uma história que você goste.   Veja uma proposta prática  Histórias do Folclore - CLIQUE AQUI   Mais algumas dicas: Quanto menor é a criança, mais importantes são os recursos visuais, sejam fantoches, dedoches, bichinhos de pelúcia, um objeto sonoro, bolinhas de sabão,etc. A criança bem pequena, ainda está construindo seu repertório de imagens. Por serem concretos, estes objetos promovem uma maior interação da criança com a história proposta. Muitas vezes, eu utilizo imagens reais e percebo que as crianças também demonstram interesse. Procure balancear, nem só figuras reais, nem só fantoches. Muitas vezes também, eu retiro todo o apoio visual e utilizo apenas a expressão de gestos, de mãos e funciona muito bem! Veja o exemplo abaixo Sr. José e Sr. Mané - CLIQUE AQUI Caixas surpresas com os objetos que aparecem na história são muito interessantes e criam momentos de suspense e mais emoção à história, contribuindo também para que a criança memorize a sequência dos fatos da narrativa. Conte histórias que você goste que te faça se sentir confortável e entusiasmado. Escolha narrativas na qual você se identifique de alguma forma. Não se esqueça da expressão gestual. Já dizia o famoso historiador e antropólogo Luís da Câmara Cascudo: “Com as mãos amarradas não há criatura vivente para contar uma história”. Seja expressivo tanto nos gestos, quanto na sua expressão vocal ao contar histórias para as crianças. Tente imaginar a situação, como é a vida e o sentimento deste personagem e dramatize, para que a criança se envolva, possa entender e a narrativa faça ainda mais sentido.   Vídeo: O Tambor do Tom - CLIQUE AQUI   7. Utilize jogos musicais na sua aula   Crianças demonstram muito interesse por desafios. Obviamente, estas propostas precisam trazer um certo grau de dificuldade, porém não podem ser impossíveis de concluir. Como saber qual proposta utilizar? Estudando sobre desenvolvimento infantil e conhecendo de perto seus alunos.   Segue um exemplo de Jogo Musical - CLIQUE AQUI Vejam quantos conceitos foram aprendidos através de um jogo (vídeo acima) e de uma história *(O tambor do Tom).  É o lúdico que encanta os alunos e os mobiliza a aprender.   8. De vez em quando, ministre sua aula fora da sala de aula     Que tal variar o espaço das suas aulas? Algumas vezes, acho interessante ministrar a aula em um ambiente diferente. Veja o passo a passo de um Caça ao Tesouro Musical que fiz com meus alunos na semana da criança. Foi um sucesso!   Caça ao Tesouro - CLIQUE AQUI 9. Não abandone as técnicas básicas de oratória Já diz o famoso livro: O corpo fala Pierre Weil e Roland Tompakow - “Não é apenas sua boca que fala, mas sim suas ações, expressões e movimentos. Sua expressão corporal é tão ou mais importante do que o que suas palavras”. Faça contato visual com seus alunos. Não importa se é um aluno particular, ou uma sala com 100 alunos, faça contato visual com todos, pois isso nos aproxima.   Evite ficar de braços cruzados, mãos no bolso. Evite também uma postura de arrogante, de “sabe tudo”. Use as emoções de acordo com a situação. Se você está contanto uma história triste, demonstre este sentimento através da sua voz, sua expressão corporal, seus gestos. Se é um momento alegre, demonstre isso também. Não tenha pressa. Respeite o ritmo dos seus alunos. Deixe-os aproveitar cada experiência e observe a resposta deles. Se perceber que estão entediados, não force, mude a proposta. Respire pausadamente durante seu discurso, durante a história, por exemplo. Não fale rápido demais, nem tão devagar.   10. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI.  Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Espero que tenham gostado das minhas dicas!!! Existem outros artigos, publicações e videos, basta acessar e conferir! Quero te convidar a participar de um dos meus Grupos de Estudos!  É gratuito e você receberá todas as notícias da página em primeira mão, além de brindes exclusivos. Quer saber como? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br  


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Publicado em: 17/08/2019

Estratégicas fundamentais para professores da Educação Infantil

Ser professor na Educação Infantil é sentir uma energia maravilhosa e pura que vem das crianças, que nos enxergam como mestres que sabem tudo. São crianças geralmente muito afetuosas, carinhosas, gostam de abraçar, beijar, fazer carinho no cabelo, etc. Costumam inclusive reproduzir a aula em casa, nas brincadeiras de faz-de-conta. Muitas famílias me relatam essa cena e eu fico muito feliz e grata, pois sou professora e isso demonstra que minha aula afetou a criança positivamente. Cada faixa etária tem seus desafios, suas especificidades, que devem ser levadas em conta, no momento de escolher as propostas, recursos, espaço, rotina, tempo de aula, etc.   Hoje quero compartilhar estratégias que podem te ajudar a interagir de forma mais satisfatória na Educação Infantil. Pegue seu caderninho para anotar:   1. A Rotina é fundamental  A rotina traz bem-estar e segurança para a criança. Essa rotina deve ter uma intencionalidade em cada ação, levando em conta o plano de aula preparado, a duração de tempo da aula, a faixa etária das crianças, etc. Nesta rotina, devem ter momentos onde a criança possa se expressar, se movimentar, explorar e brincar livremente. Também devem ter momentos onde a atenção e o silêncio são valorizados. Porém a criança só irá se concentrar, se a proposta estiver de acordo com os interesses dela. Essa organização, porém, não pode ser rígida, pois na educação infantil, é comum surgirem situações inusitadas. Planejamento, organização e flexibilidade são fundamentais!!!   2. Propostas de acolhida integram e trazem bem-estar  Sempre eu início minha aula com uma roda de canções. Neste momento, temos canções de acolhida, que utilizam gestos, socialização, elementos surpresas, etc.   Para saber Dicas de Repertório na prática - CLIQUE AQUI   3. Faça um aquecimento em pé para energizar  Na educação infantil, o lúdico é fundamental em todos os momentos. O prazer e a estratégia , que você sabe que seu aluno demonstra interesse, precisa permear todos os momentos de sua rotina. Para aquecer o corpo, as músicas com movimentos dirigidos ajudam a tornar tudo muito divertido!   Criança precisa de movimento, por isso, incluir propostas que estimulem os aspectos psicomotores são de suma importância, em todas as faixas etárias e principalmente na educação infantil. Segue uma proposta com a paródia: “Preste Atenção” (Débora Munhoz Barboni), que está no meu CD - Canções para Brincar vol.1 ( faixa 8 ). Para adquirir o CD - Canções para Brincar - vol.1 com esta canção – CLIQUE AQUI   As propostas foram enviadas pelas professoras Josiane Silva Reiner, Daila Cristina Gauche Martins. Vejam que a mesma música sugere várias brincadeiras diferentes      "Preste Atenção" - Coreografia - CLIQUE AQUI      "Preste Atenção" - com Caixa - CLIQUE AQUI     4. Novamente: Criança é movimento  Brincadeiras em roda sempre fazem parte da minha rotina de aula, que são propostas ligadas ao movimento e representações. Quando utilizamos estas atividades nas aulas, estamos indo ao encontro das necessidades e interesses da criança, que é brincar, interagir e se movimentar. Sendo assim, ela terá foco e atenção nas atividades, terá prazer em repetir e assim, estará consolidando sua aprendizagem de forma prazerosa. Explorando seu corpo, através de movimentos, a criança é capaz de vivenciar os elementos musicais como ritmo, andamento, pulso, dentre outras habilidades essenciais para a prática musical, contribuindo para o desenvolvimento psicomotor da criança, o que a auxiliará quando for utilizar e tocar um instrumento musical no futuro. Através de atividades coletivas, a criança vai formando sua identidade, aprende a se relacionar e a cooperar com os demais. Brincadeiras de roda com cantigas do folclore, por exemplo, são atividades que promovem um grande estímulo no cérebro, pois necessitam de diferentes coordenações. É necessário cantar, dançar, sincronizar o movimento para a roda girar no andamento adequado, prestar atenção nos comandos sugeridos durante a canção, além da parceria entre todos os amigos que estão brincando e se socializando. Desta forma, a criança exercita sua criatividade e imaginação, sua desinibição e aprende também a respeitar as regras do jogo e a cooperar, além de apresentar à criança valores culturais do seu meio. Vejam uma proposta na prática. A música se chama: “Vai Começar“ (Debora Munhoz Barboni) , faixa 1 e está no meu CD - Vai Começar vol.1. Proposta maravilhosa realizada pelas professoras Josiane Silva Reiner, Daila Cristina Gauche Martins.  Essa atividade é muito interessanre para ligar uma atividade de movimento com uma história. Observem que a música pede para as crianças terminarem a canção, sentadas, o que prepara/conduz para o momento da história. Para adquirir o CD - Vai Começar vol.1 com esta canção – CLIQUE AQUI      "Vai Começar" - em Roda - CLIQUE AQUI      "Vai Começar" - com Bambolês - CLIQUE AQUI    Segue outra opção para crianças das séries iniciais do fundamental (2 a 3 anos)    "Vai Começar" - crianças de 2 a 3 anos - CLIQUE AQUI   Obs.: Vejam que a mesma música foi utilizada em diferentes faixas etárias, porém com estratégias diferentes.    5. A importância do cuidar e educar Até pouco tempo atrás, a Educação Infantil era vista como um ambiente assistencialista, ou seja, um lugar onde as crianças eram alimentadas, tinham a rotina de sono, banho, etc. Hoje com os avanços da Neurociência, sabemos cientificamente que a Educação Infantil é considerada uma das etapas mais importantes da vida escolar do seu humano. Tudo que a criança desta faixa etária vivência, fará toda a diferença no adulto que ela será no futuro. Portanto, o cuidado hoje não se resume apenas no sentido assistencialista (que é fundamental). O cuidar faz referência ao olhar observador do professor que conhece seu aluno e prepara as propostas cuidadosamente de acordo com os interesses e necessidades desta criança, para que ela tenha vontade de interagir. É o cuidado que temos ao escolher os materiais , repertório, preparar o espaço, etc para que assim possamos proporcionar um ambiente de aprendizagem , onde a criança possa ser educada, brincando, interagindo, alimentando sua mente.   6. Utilize histórias para transitar de uma atividade para outra A aula de música possui muitos momentos focados na apreciação, criação, performance (fazer musical). Quando utilizamos uma pequena história para ligar as atividades, o contexto se torna mais significativo para a criança e é isso que buscamos: que a criança vivencie fortemente a proposta, para que realmente tudo faça sentido para ela   Segue um exemplo de História Cantada. Para assitir,  CLIQUE AQUI   Para adquirir o CD - Canções para Brincar - vol.1 com esta canção – CLIQUE AQUI 7. Atenção e Concentração Crianças na educação infantil são agitadas por natureza. Quanto menor ela é, menor sua concentração, principalmente em momentos dirigidos. Portanto, quando perceber que seu aluno se desconcentrou, ao invés de gritar, trabalhe com uma canção ou brincadeira com elementos surpresa. Exemplo: "Atenção, concentração, vamos agora falar o nome de instrumento..." Veja um exemplo neste video da Musicalização Divertida - CLIQUE AQUI     8. Inclua no final da aula, um momento de relaxamento   Momentos de relaxamentos desaceleram, trazem bem-estar e ajuda a criança em seu autoconhecimento. Pode ser uma história de mãos, uma canção que sugere movimentos relaxantes, yoga, um relaxamento guiado pelo professor com música de fundo, etc. 9. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI. Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Espero que tenham gostado das minhas dicas!!! Existem outros artigos, publicações e videos, basta acessar e conferir! Quero te convidar a participar de um dos meus Grupos de Estudos!  É gratuito e você receberá todas as notícias da página em primeira mão, além de brindes exclusivos. Quer saber como? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br  


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Publicado em: 30/07/2019

10 ​Dicas para novos professores de música

10 Dicas para novos professores de música   O artigo de hoje foi escrito para você, que é um novo professor de música e está cheio de dúvidas. Lembro do meu primeiro dia de aula com as crianças. Era uma mistura de alegria, ansiedade e nervoso. Resolvi compartilhar com você, dicas que eu gostaria de ter aprendido naquela época, quando comecei a dar aula para as crianças.  1. Planejamento e organização são extremamente importantes  Sim! Quanto mais você se organizar para este dia, menos problemas terá. Pense na faixa etária, escolha as atividades cuidadosamente, organize os materiais e antes de sair para a escola confira tudo novamente. Chegue antes do horário para organizar os materiais, os instrumentos, enfim, reflita sobre os materiais que serão utilizados e prepare o espaço com cuidado. Se for utilizar um CD, recomendo que já o grave na sequência da aula que planejou. Assim você não terá que ficar interrompendo a aula para trocar de CD. Se vai tocar um instrumento que precisa estar afinado, teste o mesmo antes da aula começar. É como diz um famoso ditado: “Sua disciplina é sua liberdade”      2. Seja flexível  Apesar do planejamento ser fundamental, se prepare para imprevistos. A atividade que você achou que seria perfeita, pode não dar certo. É importante que você tenha “cartas na manga”, ou seja, leve sempre mais propostas do que normalmente voce daria em sua aula, assim, caso haja qualquer imprevisto, o mesmo será facilmente contornado e/ou substituido por outra proposta. Apesar de certos comportamentos, interesses e necessidades geralmente serem típicos de cada faixa etária, cada criança tem suas singularidades. A flexibilidade surge naturalmente, conforme você estuda e pratica com seus alunos. É como dirigir! Lembro que quando comecei a dirigir, parecia que seria impossível eu conversar e dirigir, pois eu tinha que pensar em cada comando. Hoje é tão fácil! Repetição e reforço sempre ajudam, por isso, não desista se nos primeiros dias lhe parece difícil ter essa flexibilidade. É a prática do dia-a-dia que irá produzir em voce essa desenvoltura e naturalidade.   3. Sua postura conta muito!  Já vi professores que eram muito competentes, porém tinham uma postura muito carrancuda! Já deixavam as crianças amedrontadas ao entrarem na sala pelo simples motivo de estarem de “cara fechada”. Sorria para seus alunos desde o primeiro momento! Eles se sentirão felizes e você também! Durante a aula, demonstre uma postura firme e positiva, incentivando e valorizando o lado bom de cada aluno.   4. Estude sobre desenvolvimento infantil  Quando começamos a dar aula, queremos colecionar atividades. Isso é muito legal e importante, mas porque essa proposta é importante para seu aluno? Aquela atividade fará alguma diferença na vida dele, seja nos aspectos motores, cognitivos ou afetivos? Para ser um educador de alta performance, você precisa saber quem é seu aluno, as necessidades e interesses da faixa etária que ele pertence. Estudar sobre desenvolvimento infantil, te levará a outro patamar, sem dúvida, tanto para planejar, quanto para executar aulas de qualidade.   5. Segure a ansiedade  Um dos maiores desafios para mim, naquela época quando comecei, era segurar a ansiedade. Quando iniciei as aulas de piano da minha filha, por exemplo, queria ensinar “o caminho das pedras”, queria ser objetiva. Porém o tempo me ensinou, que o que é “caminho das pedras” para mim, pode não ser para ela. Que cada criança é singular. É preciso ter muita repetição variando as abordagens, paciência para ensinar e aprender. Gosto muito da frase clássica de Rubem Alves:  “Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.” É preciso encantar, cativar e isso não acontece quando estamos ansiosos, e com pressa para ensinar. Por isso, mais uma vez, planejamento e flexibilidade é fundamental.   6. Escute e faça perguntas  Este é outro desafio que no começo, para mim, foi difícil: deixar o aluno descobrir as repostas, permitir que ele interaja, vivencie e construa suas próprias percepções. A criança só terá essa oportunidade, se nós permitirmos que ela experimente sem pré-conceitos, nos diversos campos de experiência. Por isso, escute seus alunos e faça perguntas ao invés de dar respostas prontas. Deixe a criança ser a protagonista de sua aprendizagem. Lembre-se dos 6 direitos de aprendizagem que ela possui pela BNCC: Conhecer-se, Expressar, Brincar, Participar, Explorar, Conviver.   7. Saiba: Crianças fazem barulho, se movimentam bastante e isso é normal!  Lembro das minhas primeiras aulas e dos meus pensamentos. Eu preparava a aula com todo carinho e as crianças começavam a interagir com o assunto conversando. Aquilo me frustrava, porque eu achava que a criança aprendia quando estava quietinha, me observando. O tempo me ensinou que é justamente ao contrário. Criança aprende através do seu corpo, através do movimento. Podemos sensibiliza-la ao conteúdo que queremos ensinar através de uma história, por exemplo. A aula não pode ser quietinha o tempo todo. A criança precisa ser a protagonista, que interage, que vivencia, que questiona e que percebe que através das suas indagações receberá respostas. E assim, se tornará uma pessoa com pensamento científico, crítico e criativo. Ela é a estrela e nós professores, mediadores de sua aprendizagem.   8. O professor deve ser o mediador  A BNCC reforça a visão da criança como protagonista em todos os contextos que ela faz parte: ela não apenas interage, mas cria e modifica a cultura e a sociedade. Parte-se do pressuposto de que a criança aprende por meio das experiências vividas no contexto escolar. O papel do professor é ser o mediador, que planeja com cuidado os espaços, materiais, propostas que vão captar a atenção do seu aluno para que ele alimente sua mente, e construa sua aprendizagem.   9. Pesquise, pesquise, pesquise  Quando comecei a dar aulas, em 1999, não tinha a facilidade de hoje para conseguir ter acesso a materiais de musicalização. Atualmente, basta digitar no google: “Atividades de Musicalização” e você terá acesso a muito material para estudar. Isso é bom e ruim. O lado bom é que você pode aprender muitas atividades desta forma. A parte ruim, é você se tornar um colecionador de atividades, sem um plano de ensino. Uma aula que faz diferença na vida das crianças, faz parte de um plano de ensino, onde cada atividade possui conteúdos a serem trabalhados, com objetivos de aprendizagem, respeitando os direitos de aprendizagem da criança. Por isso, tenha bom senso, mas vá além. Como ir além? Veja o último e próximo tópico   10. Faça cursos de especialização  Apesar de estar muitos anos atuando na sala de aula, eu sempre estou fazendo cursos, lendo bons livros e invisto em materias que fazem toda a diferença nas minhas aulas. Aliás, sempre estou refletindo no meu planejamento, sobre o que posso melhorar. Sim, nasce um professor, nasce um aprendiz. Os cursos que faço, que me deixam mais satisfeitas, são aqueles que aliam a teoria à prática, que me fazem refletir, pensar e me fazem perceber que eu ainda tenho muito o que aprender e isso é maravilhoso! Para sua formação continuada, busque cursos que falem sobre desenvolvimento infantil, com embasamento teórico das atividades práticas, que trabalhem dentro das propostas ativas da educação. Isso te trará um aprofundamento muito superior e te fará um profissional de alta performance.   Caso você tenha interesse, tenho cursos online que atendem o mundo inteiro: cursos de 4h, 20h e 120 horas - CLIQUE AQUI. Em cada um deles você receberá os vídeos com o passo a passo das propostas, o embasamento teórico de cada atividade, apostilas para impressão, as músicas em MP3 e Certificado. Se tiver dúvida, me chame no whatsapp: 11 97647-6562 Também tenho cursos presenciais. Consulte nossa agenda - CLIQUE AQUI Boa sorte para você neste primeiro ano! Não desista! E venha visitar este site sempre quando precisar! Aqui vocês encontrarão artigos, vídeos práticos, etc.   Quer participar de um dos meus grupos de estudos gratuitos? Me adicione no whatsapp: 11 97647-6562   Até a próxima,   Débora Munhoz Barboni www.cantinhodamusica.com.br  


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